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Berlim e Áustria impõe regras para não vacinados a partir de hoje, da 15 e novembro

Não vacinados contra a Covid-19 em Berlim enfrentarão restrições rígidas. As pessoas que optaram não se imunizar contra o vírus serão proibidas de entrar em restaurantes e locais de lazer, academias, serviços sexuais e de cuidado pessoal, como cabeleireiros e centros de estética.


Os não vacinados também não poderão participar de eventos ao ar livre com mais de duas mil pessoas e em salas fechadas, com exceção de aulas em escolas e universidades. Antes, o acesso era possível com a realização de testes para o coronavírus. Além disso, apenas 50% dos locais de trabalho de escritório devem estar ocupados ao mesmo tempo.


Todas as crianças e jovens menores de 18 anos e pessoas que não podem ser vacinadas estão isentas. Sendo assim, é necessária a apresentação de um teste negativo contra a doença. As autoridades da capital alemã decidiram mudar a regra, chamada de “2G” (vacinado ou recuperado) para conter o avanço de uma onda do vírus.


Uma medida semelhante foi adotada na região da Saxônia, na região leste do país. Desde o dia 8 de novembro até o dia 25 deste mês, apenas as pessoas vacinadas podem frequentar eventos e celebrações em espaços fechados, áreas internas de instalações culturais, de lazer e clubes, além de bares e discotecas.


A novidade não se aplica para os funcionários nas áreas mencionadas, sendo assim, é exigida a apresentação do teste negativo contra a doença. As pessoas menores de 16 anos e que não podem ser vacinadas por razões médicas continuam isentas das medidas nesta região.


Preparação para o inverno


O possível novo chanceler alemão, Olaf Scholz, afirmou que é necessário preparar o país para o inverno. Medidas nacionais estão sendo estudadas e serão discutidas com governadores estaduais na próxima quinta-feira (18). No entanto, o ministro da Saúde, Jens Spahn, já anunciou, em coletiva de imprensa nesta manhã (12), novos incentivos para acelerar o ritmo da vacinação.


“A situação é séria. Se nada for feito, as incidências dobrarão a cada duas semanas. Devemos agora fazer o que for necessário para quebrar o ímpeto. Caso contrário, será um dezembro amargo para todo o país”, declarou o ministro.


Spahn irá propor que uma nova regra seja aplicada em todo o país: mesmo as pessoas vacinadas ou recuperadas apresentem um teste negativo para acesso a eventos: “Temos os instrumentos, temos que aplicá-los e controlá-los”, enfatizou Jens.


Entre as medidas já anunciadas, está o aumento na remuneração dos médicos que aplicam as vacinas. Os profissionais receberão, a partir da próxima terça-feira (16), 28 euros, oito euros a mais que o atual valor. Também será aplicado outro aumento, de oito euros, para a remuneração do fim de semana. O ministro ainda anunciou uma nova encomenda de 4,3 milhões de doses de vacinas, o que representa um aumento de quatro vezes em comparação com as semanas anteriores. Existem novamente mais de 170 centros de vacinação abertos no país e cerca de 600 equipes móveis. Além disso, os testes gratuitos dos cidadãos serão reintroduzidos a partir dessa semana.


Áustria


Na Áustria poderão sair de casa apenas para casos essenciais. O governo austríaco determinou, neste domingo (14), um lockdown para as pessoas que decidiram não se imunizar contra o coronavírus.


“Decidimos que a partir de segunda-feira, 15 de novembro, às 00h, um bloqueio se aplica a pessoas não vacinadas na Áustria (…), a área de estar privada só pode, portanto, ser deixada em casos excepcionais”, esclarece o comunicado oficial. A medida se aplica apenas aos maiores de 12 anos e o governo não informou até quando a iniciativa será válida no país.


“Nossa tarefa como governo federal é proteger o povo da Áustria. Estamos cumprindo essa responsabilidade”, afirmou o chanceler austríaco, Alexander Schallenberg.

O líder do país classificou a situação na Áustria como grave: “A situação do coronavírus na Áustria é grave e, como toda uma série de outros estados europeus, uma quarta onda está apenas nos pegando em total gravidade”, ressaltou Alexander.


De acordo com o último relatório oficial disponível, foram registrados mais 12.434 novos casos da doença neste fim de semana, quase 1,5 mil a mais do que na sexta-feira (11). Estão hospitalizadas 1.877 pessoas com Covid-19 e outras 417 em unidades de terapia intensiva. Há um mês, o número de pacientes infectados em hospitais era quase três vezes menor, segundo dados disponíveis no site do governo.


Atualmente, cerca de 64% da população austríaca está imunizada, no entanto, assim como na vizinha Alemanha, a disparidade está entre os estados. Em Bungerland, no Leste do país, o índice de vacinação é de 72%, enquanto na Alta Áustria, no Oeste, o número é 10% menor, com um total de 61,6% dos moradores imunizados.


“Somos forçados a dar esse passo drástico e difícil para reduzir ao mínimo os contatos entre os protegidos da população e os não vacinados, mas também entre todas as pessoas não vacinadas”, explicou Schallenberg. Além da proteção individual e coletiva, o líder austríaco citou que a vacinação é também um ato de “apoio e solidariedade” com profissionais de saúde, que estão há 18 meses na linha de frente da pandemia. O chanceler não deu detalhes de como será a fiscalização e apenas destacou que “será controlado de forma muito consistente” e agradeceu antecipadamente aos policiais pelo “compromisso”.


Entrada no comércio só para vacinados

Na semana passada, o país passou a proibir os não vacinados de acesso a locais como restaurantes e academias. Segundo o governo austríaco, a medida será ampliada nos próximos dias, com aplicação também no comércio, citando lojas de roupas, de móveis e de esportes. A data da introdução das novas normas ainda não foi antecipada, mas o comunicado confirma que as autoridades estão “acelerando o plano”. Além disso, o chanceler enfatizou que os governadores possuem poder para determinarem medidas adicionais.




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