Novo programa em Portugal oferece formação, estágio e bolsa para migrantes no setor do turismo
- Felipe Rodrigues
- há 6 horas
- 4 min de leitura
Regulamento oficial já está em vigor e prevê pagamento mensal, qualificação profissional e integração no mercado de trabalho

Foi publicado no Diário da República o Regulamento n.º 340 A/2026, que define as regras da 2ª edição do programa Integrar para o Turismo. A iniciativa é coordenada pelo Turismo de Portugal, em parceria com a AIMA, o IEFP e a Confederação do Turismo de Portugal, com foco na formação e integração profissional de migrantes no setor de hotelaria, restauração e turismo.
Segundo o documento oficial, o programa foi reforçado nesta nova edição para responder à falta de mão de obra qualificada no setor e, ao mesmo tempo, facilitar a entrada de migrantes no mercado de trabalho em Portugal.
Como funciona o programa Integrar para o Turismo
De acordo com o regulamento, o programa combina formação profissional com experiência prática em empresas. O percurso é dividido em duas fases principais.
A primeira etapa é a formação sociocultural e técnica, com duração de 3 meses e cerca de 330 horas, realizada pelas Escolas de Hotelaria e Turismo. Nessa fase, os participantes também recebem uma formação complementar para empregabilidade com 30 horas, realizada pelo IEFP.
A segunda etapa é o estágio em empresas do setor, com duração de 3 meses e carga entre 420 e 480 horas. Essa fase é essencial para a integração no mercado de trabalho.
Quem pode participar
O programa é direcionado para:
Pessoas migrantes com situação regular em Portugal
Requerentes e beneficiários de proteção internacional
Beneficiários de proteção temporária
Além disso, é necessário cumprir alguns critérios:
Ser maior de idade
Não estar estudando
Não estar aposentado
Estar desempregado ou sem vínculo de trabalho formal
Ter situação regular com a Segurança Social e a Autoridade Tributária
Quais documentos são exigidos
A candidatura é feita online e exige:
Documento de identificação válido
NIF
NISS
IBAN
Certidões de não dívida à Segurança Social e às Finanças
Comprovativo da situação profissional
Quanto o participante recebe durante o programa
Um dos pontos mais relevantes do programa são os apoios financeiros.
Durante a formação e o estágio, o participante pode receber:
Bolsa de formação equivalente a 1 IAS por mês
Subsídio de alimentação ou alimentação em espécie
Apoio para transporte
Seguro de acidentes pessoais
Apoio para fardamento
Possibilidade de alojamento ou subsídio de alojamento em casos específicos
O valor do IAS atualmente gira em torno de 509 euros por mês, sendo este o valor base utilizado para cálculo dos apoios.
Na prática, isso significa que o participante pode receber cerca de 509 euros mensais durante o período de formação e também durante o estágio, podendo haver complementos pagos pelas empresas na fase prática.
Onde acontece a formação
O programa acontece em todo o território continental, com formação nas Escolas de Hotelaria e Turismo e estágios em empresas do setor.
Existe ainda possibilidade de expansão para Açores e Madeira, dependendo da disponibilidade de vagas e acordos locais.
Certificação ao final do programa
Para concluir o programa com sucesso, o participante precisa:
Ter pelo menos 90 por cento de presença
Obter nota mínima de 10 valores na formação
Ser aprovado no estágio
Ao final, recebe certificado oficial e diploma conjunto das entidades envolvidas.
Como se candidatar
A abertura de novas turmas depende de divulgação oficial do Turismo de Portugal.
Perguntas e respostas sobre o programa
Preciso falar português para participar?
Sim. O processo de seleção inclui avaliação de comunicação em português e ou inglês. Quem não tiver nível suficiente pode ser encaminhado para cursos de Português Língua de Acolhimento.
Quem já recebe seguro desemprego pode participar?
Sim. O regulamento permite manter o subsídio de desemprego durante a formação, conforme as regras da Segurança Social.
O valor da bolsa é suficiente para viver em Portugal?
A bolsa é de cerca de 509 euros por mês, o que pode ajudar com despesas básicas, mas normalmente não cobre todos os custos de vida, especialmente em cidades como Lisboa e Porto.
O programa garante emprego depois?
Não garante, mas o estágio é feito em empresas reais e pode levar à contratação, dependendo do desempenho e da disponibilidade de vagas.
Preciso pagar algo para participar?
Não. O programa é gratuito e ainda oferece apoios financeiros.
Posso escolher onde fazer o estágio?
Existe possibilidade de sugestão por parte do participante, mas a decisão final depende da aprovação das entidades responsáveis.
O programa é presencial ou online?
A formação pode ser presencial, mista ou online, dependendo da estrutura de cada curso e região.
Quantas horas por dia são exigidas?A carga horária varia, mas há exigência de presença mínima e controle rigoroso de assiduidade.
Se eu faltar, posso perder a bolsa?
Sim. Os apoios podem ser reduzidos ou suspensos em caso de faltas.
O programa aceita brasileiros?
Sim, desde que estejam com situação regular em Portugal e cumpram os critérios exigidos.
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