Vistos para empreendedores nos EUA: o que você precisa saber antes de dar o próximo passo
- Ana Carolina Braga

- há 3 dias
- 5 min de leitura

Levar um negócio para os Estados Unidos é um assunto que aparece cada vez mais entre os brasileiros que já estão na Europa ou que planejam uma mudança. E o tipo de visto muda bastante dependendo do que cada pessoa quer fazer por lá.
Este artigo traz um panorama do que existe e te convida para uma conversa gratuita no dia 15 de maio de 2026 com quem vive esse processo na prática.
O Posso Te Mostrar opera exclusivamente como canal de distribuição de conteúdo informativo. Este artigo não constitui assessoria jurídica ou migratória. Para orientação sobre o seu caso específico, consulte um advogado de imigração habilitado.
Por que os EUA entram no radar de quem já vive fora do Brasil?
Segundo dados do Ministério das Relações Exteriores, 45% dos brasileiros com empresa no exterior estão nos Estados Unidos. Mas o interesse não para aí. Profissionais de tecnologia, pesquisadores, executivos e especialistas de diferentes áreas estão olhando para o mercado americano como próximo passo de carreira, independente de ter ou não uma empresa aberta.
Os EUA têm um ecossistema próprio: acesso a capital de risco, escala de mercado e uma cultura consolidada em receber talentos internacionais. Para muitos profissionais que já estão estabelecidos na Europa, esse é um próximo passo natural de expansão. O desafio é entender qual caminho de visto faz sentido para cada perfil.
Quais categorias de visto existem para quem quer empreender nos EUA
Não existe um visto único chamado "visto de empreendedor". O que existe são categorias diferentes, cada uma com critérios próprios. Listamos as mais comuns entre brasileiros que querem atuar profissionalmente no país. Entenda como funcionam os Vistos para empreendedores nos EUA
Visto O-1
Voltado a pessoas com trajetória profissional de destaque na própria área. Pode ser empreendedor, especialista em tecnologia, profissional de saúde, pesquisador, alguém com reconhecimento público comprovado. Para conseguir, é preciso apresentar evidências desse histórico: prêmios, publicações, cobertura em veículos relevantes, investimentos captados, participações em eventos de peso.
Uma das vantagens dessa categoria é o prazo de processamento, que tende a ser mais curto do que o de outros vistos. Ele não é permanente, mas pode ser renovado e costuma ser usado como primeiro passo por quem está estruturando uma operação nos EUA.
Visto L-1
Para quem já tem empresa e quer abrir uma filial ou escritório nos Estados Unidos. Permite que o próprio gestor ou profissionais-chave da empresa façam a transferência para a operação americana. Em alguns casos, esse visto abre caminho para a residência permanente sem precisar do processo de certificação trabalhista.
EB-2 NIW (National Interest Waiver)
Uma das categorias mais comentadas nos últimos anos entre brasileiros qualificados. A proposta é obter o Green Card sem depender de uma oferta de emprego e sem patrocinador, desde que o solicitante consiga demonstrar que a sua atuação nos EUA é de interesse nacional. As áreas com maior volume de aprovações incluem tecnologia, inteligência artificial, cibersegurança, saúde e pesquisa. O Brasil tem historicamente uma das maiores taxas de aprovação nessa categoria entre países latino-americanos.
E o visto E-2?
O E-2 é voltado a investidores, mas tem uma limitação para brasileiros: o Brasil não tem o tratado necessário com os EUA para que cidadãos brasileiros possam solicitá-lo pelo passaporte brasileiro. Quem tem dupla cidadania com um país que tenha esse tratado, como Portugal, Itália ou Paraguai, pode solicitar por essa via. É uma possibilidade legal, mas que precisa de orientação especializada para ser estruturada corretamente.
O que costuma dar errado em quem tenta o visto americano sem acompanhamento
O erro mais comum não é falta de informação. É escolher a categoria errada para o próprio perfil. Apresentar documentação insuficiente para o O-1 ou tentar encaixar um histórico executivo nos critérios do NIW sem análise prévia pode resultar em negativa e em meses ou anos perdidos.
Em 2026, o ambiente de análise dos processos de visto nos EUA ficou mais criterioso. Não é impossível fazer sem acompanhamento, mas o risco de erro é alto e o custo de refazer um processo negado é bem maior do que o de estruturá-lo bem desde o início.
Live gratuita no dia 15 de maio: Como estruturar o processo de vistos para empreendedores nos EUA
15 de maio de 2026 | 14h (Brasil) | 18h (Portugal) | 19h (Espanha) | Online e gratuito
No dia 15 de maio, a Jumpstart se une ao Thiago Vieira para uma conversa aberta sobre como montar um processo sólido para quem quer levar o negócio para os EUA.
A Jumpstart é uma consultoria global especializada em vistos e expansão para os Estados Unidos. Eles usam inteligência artificial para mapear evidências e fortalecer casos de aplicação, com foco em tornar o processo mais claro e mais bem documentado para o solicitante. Conheça o trabalho deles em:
Thiago Vieira é especialista em cibersegurança, direito digital e investigação forense. É fundador da Incubou, incubadora com presença nos EUA e em Portugal voltada a imigrantes, e da Cybertech Acceleration, primeira aceleradora focada em startups de cibersegurança.
Fabiano Rocha é CEO da Jumpstart, com passagem no ITA, MIT, Guinness Book e fez sua carreira como cientista de dados.
Na live, os temas incluem:
• O que enfraquece um caso antes mesmo da submissão
• Os erros mais comuns de quem aplica sem acompanhamento
• Como organizar o histórico profissional de forma que faça sentido para o processo
• Qual categoria de visto faz mais sentido para cada perfil
Inscreva-se gratuitamente em: https://luma.com/7u8c1yji
Perguntas frequentes
Dá para participar de feiras de negócios nos EUA com visto de turismo?
O visto B-1 de negócios, que é concedido junto ao B-2 de turismo para brasileiros, permite participar de feiras e reuniões comerciais. Mas não autoriza trabalho remunerado em solo americano. Para atuar, fechar contratos e receber pagamentos nos EUA, é necessário o visto adequado ao perfil.
Quem tem dupla cidadania portuguesa pode pedir o E-2?
Sim. Portugal tem tratado com os EUA que permite solicitar o E-2. Quem tem dupla cidadania brasileira e portuguesa pode usar essa via, com assessoria jurídica habilitada.
Quem pode participar da live do dia 15 de maio?
Qualquer pessoa interessada no tema. A live é gratuita, online e em português. A inscrição está em https://luma.com/7u8c1yji
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Dados sobre a comunidade brasileira nos EUA e percentual de empresas no exterior com base em informações do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Informações sobre categorias de visto com base nas categorias do U.S. Citizenship and Immigration Services (USCIS). Este artigo não substitui orientação jurídica individualizada.










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