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Portugal: INE confirma inflação de 8,7% em junho, a mais alta desde 1992

O índice dos alimentos não transformados obteve variação homóloga de 11,9% em junho, o que significa um aumento de dois dígitos


A inflação em Portugal, medida pela variação homóloga do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), atingiu 8,7% em junho, superando os 8% registrados em maio, o valor mais elevado desde dezembro de 1992, segundo dados divulgados, nesta terça-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).


"A variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi 8,7% em junho de 2022, taxa superior em 0,7 pontos percentuais à observada no mês anterior e a mais elevada desde dezembro de 1992", informou o INE, confirmando assim que os valores correspondem à estimativa rápida avançada no final de junho pela autoridade estatística.


Também houve aumento no indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos), mudando 6,0% em relação ao ano anterior, 0,4 pontos percentuais acima do recorde de maio de 2022 e o registro mais elevado desde junho de 1994.


A energia é o principal fator que continua a elevar os preços. A variação homóloga do índice relativo aos produtos energéticos subiu para 31,7% em junho, bem superior aos 27,3% de maio, a leitura mais elevada desde agosto de 1984, informou o INE.


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Bens essenciais, como alimentos, também foram afetados O INE indica que o índice dos alimentos não transformados obteve variação homóloga de 11,9% em junho (11,6% em maio). Em outras palavras, houve um aumento de dois dígitos.


Devido ao significativo aumento apresentados por estes índices, os brasileiros que moram em Portugal, experientes com a taxa de inflação de dois dígitos do Brasil, têm dado dicas extremamente valiosas para esse período de inflação recorde em território português.


Como aluguel, supermercados, energia e combustível consomem a maior parte dos salários, os imigrantes “veteranos” têm ajudado os recém-chegados e portugueses, com dicas para contornar o aumento dos preços, como comprar marcas próprias de supermercados, usar cupons virtuais, arrendar imóveis em cidades periféricas, comprar roupas apenas durante as promoções e tirar férias fora da alta temporada.


Para quem mora longe da Espanha e não pode abastecer no país vizinho, como é costume para brasileiros e portugueses, já que o combustível costuma ser mais barato do outro lado da fronteira. Tornou-se prática comum usar um plano semanal e esperar pelo anúncio dos preços que ocorre alguns dias antes, comprando apenas a quantidade que usará em uma semana.



Atualmente, é necessário escolher o supermercado mais barato e comprar produtos mais baratos de marca própria, ou “marca branca”, além de evitar mercearias e lojas de rua, que já possuem preços altos independentemente da inflação.



Ainda que vivendo em um país com baixo custo de vida, residentes de Portugal tendem a reduzir certos luxos, como jantares em restaurantes e entrega de lanches em domicílio.


Sobre a situação, o Primeiro-ministro António Costa declarou que “Entre as medidas fiscais para controlar o aumento dos preços, conter custos de produção, dar apoio às famílias mais vulneráveis e às atividades econômicas mais dependentes de energia (...) o Estado mobilizou € 1,6 bilhão. Se não fossem adotadas, num tanque de 50 litros de diesel cada português estava a pagar mais € 14 /R$ 75) e, num tanque de 50 litros de gasolina, cada português estaria a pagar mais € 16 (R$ 86)”.



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